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Engenharia Clínica: eficiência, segurança e sustentabilidade na gestão de tecnologias hospitalares

Publicada em: 07/05/2026 15:26:52
Como reduzir custos hospitalares sem comprometer a qualidade: o desafio silencioso da engenharia clínica
Os custos médicos globais continuam crescendo acima da inflação geral, com previsões de aumentos expressivos para 2026, desafiando a sustentabilidade de empresas e operadoras. Nesse cenário, a engenharia clínica surge como um fator essencial, ainda que muitas vezes silencioso, para equilibrar qualidade do atendimento e controle de despesas dos hospitais.
Segundo publicação recente do jornal Valor Econômico, além da conjuntura econômica atual, outro fator relevante que impulsiona o aumento dos custos médicos é o envelhecimento da população. Esse fenômeno eleva a demanda por cuidados mais frequentes, tratamentos prolongados e maior utilização de tecnologias em saúde, diretamente ligados à atuação da engenharia clínica.
O envelhecimento populacional aumenta significativamente a necessidade de exames, monitoramento contínuo e terapias complexas, fortemente dependentes de equipamentos médicos. Nesse contexto, a engenharia clínica garante que esses equipamentos estejam disponíveis, seguros e operando com máxima eficiência. Isso reduz desperdícios, evita retrabalho e previne interrupções que poderiam elevar ainda mais os custos do sistema de saúde.
Além disso, o crescimento das despesas pressiona hospitais e operadoras a adotarem uma gestão financeira mais rigorosa. A engenharia clínica desempenha um papel estratégico ao gerenciar todo o ciclo de vida dos equipamentos como a aquisição, análise de custo-benefício, até a manutenção preventiva, que diminui falhas e evita custos corretivos elevados.
O que a Anvisa diz sobre a engenharia clínica
Recentemente, em publicação oficial, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária destacou a relevância da saúde financeira nas instituições de saúde, evidenciando o papel estratégico da engenharia clínica.
“A saúde financeira das instituições de saúde está enormemente associada à boa utilização de seus recursos investidos em tecnologia. Não basta ter apenas bons médicos e profissionais treinados, é necessário controlar os ativos, de forma a utilizar ao máximo seus benefícios, como também controlar os elevados custos de manutenção, a fim de manter-se vivo financeiramente”.
Esse posicionamento reforça que a engenharia clínica não é apenas uma área de suporte, mas sim um pilar estratégico dentro das instituições de saúde.
Especialista em destaque
Washington Simões, especialista em engenharia clínica, com experiência em gestão de infraestrutura hospitalar, parque tecnológico, contratos de manutenção e desenvolvimento de equipes, conta que o aumento da demanda por tecnologias faz aumentar os custos para manter disponíveis todos os tipos de tecnologias hospitalares.
“Em contrapartida, presenciamos o aumento da oferta de variados tipos de tecnologias, tornando o ambiente tecnológico hospitalar um enorme desafio. São inúmeras as variáveis a serem consideradas para se obter o melhor arranjo dos equipamentos médicos no cenário da saúde e somente a verdadeira integração entre engenharia clínica, administração, corpo clínico e demais equipes multidisciplinares contribui para uma gestão eficiente dos recursos tecnológicos”.
De acordo com Washington, a engenharia clínica é como a ponte que liga a gestão estratégica à qualidade clínica e assistencial e produz uma cadeia de decisões assertivas que impactam a sustentabilidade financeira, a segurança do paciente e a confiabilidade do cuidado. “Não se trata apenas de dimensionar tecnologias, mas de integrá-las às estratégias de curto, médio e longo prazo”.
O limite entre economia e risco à segurança do paciente
Ainda segundo Washington, tratar do limite entre economia e risco à segurança do paciente não é algo fácil de ser identificado, sendo necessária uma análise minuciosa de cada caso para alcançar boas escolhas na gestão de tecnologias. “É fundamental obter o melhor aproveitamento dos recursos financeiros, preservando o objetivo de atingir o melhor desempenho da tecnologia no curto, médio e longo prazo”, explica.
De acordo com o especialista, o ponto central está em ampliar a análise para além dos custos de aquisição, considerando o Custo Total da Tecnologia ao longo de todo o seu ciclo de vida. Essa abordagem envolve a avaliação de fatores essenciais, como:
Custos de manutenção
Capacitação das equipes
Infraestrutura necessária
Preço dos insumos
Recursos indispensáveis para garantir o pleno funcionamento até o momento de sua desativação
Essa visão mais abrangente contribui para decisões mais assertivas e sustentáveis na gestão de tecnologias.
Os maiores “custos invisíveis” dentro da infraestrutura hospitalar
Os custos invisíveis dentro de uma infraestrutura hospitalar estão, entre outros fatores, na indisponibilidade e/ou ociosidade de tecnologias e equipamentos. Segundo Washington, para que uma tecnologia seja viável, é fundamental que ela entregue todo o seu potencial de desempenho, justificando o investimento realizado.
“Quando uma tecnologia, que envolve investimentos relevantes e custos associados, não entrega os resultados esperados, ela passa a representar um ônus financeiro invisível dentro da infraestrutura hospitalar.”
O equilíbrio entre a pressão por redução de gastos e a necessidade constante de atualização tecnológica
Washington Simões destaca que o equilíbrio entre a pressão por redução de gastos e a necessidade constante de atualização tecnológica é alcançado por meio de uma gestão eficiente, orientada por dados. À medida que os equipamentos se aproximam do fim de sua vida útil, os custos de manutenção tendem a aumentar, assim como os índices de ociosidade e indisponibilidade, fatores que passam a justificar a renovação tecnológica.
“Quando bem planejada, essa renovação contribui para a redução de custos e o aumento da eficiência clínica e assistencial. Além disso, o alinhamento do planejamento tecnológico à estratégia institucional permite que os investimentos realizados retornem ao caixa por meio de resultados concretos e mensuráveis”.
Engenharia clínica na Expo-Hospital Brasil 2026
Para aprofundar o conhecimento sobre engenharia clínica, profissionais e gestores da saúde terão a oportunidade de acompanhar a participação de Washington Simões na Expo-Hospital Brasil, durante o “Painel Conexão Saúde: experiências e desafios da engenharia clínica em hospitais mineiros”.
Ao lado de outros executivos do setor, o especialista integrará o debate, contribuindo com sua visão sobre práticas, desafios e perspectivas da área. A discussão está programada para o dia 13 de agosto e promete reunir insights relevantes para a evolução da gestão tecnológica em instituições de saúde.
Neste ano, a Expo-Hospital Brasil será realizada entre os dias 11 e 13 de agosto, no Expominas, com o tema central “Inovação, eficiência e sustentabilidade na gestão hospitalar”. A programação contará com mais de 40 congressos e mais de 450 palestrantes, reunindo especialistas de diferentes áreas para discutir tendências, compartilhar experiências e apresentar soluções para os desafios do setor.
Garanta sua participação e esteja presente nos debates que estão moldando o futuro da saúde.
Washington Simões
Publicada em: 07/05/2026 15:26:52 | Mais notícias | Voltar
Fonte: Ana Paula Marum
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